Se eu quiser dobro a esquina, se eu quiser dou meia-volta e encontro outra curva pra continuar.
Escolhas só são irremediáveis se a gente deixar que sejam, se não souber tomar o barro nas mãos,
desfazer o que não gosta e começar a moldar tudo de novo, a vida, do zero se for preciso, mas de peito aberto.
A vida é tão infinita que chega a ser ridículo tanta gente cultivando pequenas certezas e verdades absolutas. Sopra um vento, e num relance o que era já não é mais, o que parecia tão firme, tão definitivo...desfez feito.
Eu sou sempre aquela menina de coração quase saindo pela boca, fugindo de casa sem olhar pra trás, querendo engolir o mundo. E se me der chance, dou conta dele assim, de uma vez só – e sem cuspir os caroços.